domingo, 24 de abril de 2016

Revolução Russa

    A Revolução Russa de 1917 foi uma série de eventos políticos na Rússia, que, após a eliminação da autocracia russa, e depois do Governo Provisório (Duma), resultou no estabelecimento do poder soviético sob o controle do partido bolchevique. O resultado desse processo foi a criação da União Soviética, que durou até 1991.

O Governo dos CZARES

Nas primeiras décadas do século XX, a maioria dos países  europeus adotava regimes políticos liberais. O Império Russo, porém, mantinha o czarismo, uma monarquia absolutista comandada por um czar, título do imperador russo, que remetia " cezar" .
 O poder do czar não era  limitado por instituição legais: ele comandava o governo segundo costumes e vínculos mantidos com nobreza rural e com setor militar.
Famílias da nobreza rural provinham os oficiais  do  exército e os principais dirigentes da Igreja Cristã Ortodoxa Russa, a mais importante organização religiosa do Império Russo.

Uma sociedade rural

No começo do século XX, a Rússia era um país de economia atrasada e dependente da agricultura, pois 80% de sua economia estava concentrada no campo (produção de gêneros agrícolas.

Industrialização tardia

A industrialização do Império Russo  teve início no governo do czar Nicolau II
(1894-19170), ofereceu incetivos para a entrada no país de capitais estrangeiros, provenientes principalmente da França,da Alemanha e da Bélgica. A industrialização do Império Russo foi, posterior à da maioria dos países da Europa Ocidental. 3 milhões de pessoas, geralmente recebiam salários miseráveis e eram submetidas a jornadas de 12 horas diárias de trabalho.
 Muitos grupos  de trabalhadores russos foram reagindo e constituindo projetos políticos.Esse processo resultou na criação de entidades operárias, inspiradas  em ideias socialistas e revolucionárias.

Nasce um partido Operário- Socialista

Líderes socialistas criaram o partido Operário Social-Democrata Russo, inspirado no partido alemão  de mesmo nome. Como de outras correntes socialistas  que lutavam contra a ditadura czarista, esse partido foi violentamente perseguido pela polícia política do czar. 


Revolta de 1905

 Em 1904, devido à disputa imperialista por territórios na China, o Império Russo entrou em guerra contra o Japão. Com exércitos despreparados e uma frota obsoleta, os russos foram derrotados pelas tropas japonesas, em 1905, perdendo territórios e influência na área banhada pelo oceano Pacífico. A derrota agravou as dificuldades econômicas do Império Russo e a insatisfação popular com o governo.
Entre os episódios que marcaram  essa revolta, costuma destacar os seguintes:
Domingo Sangrento- Ocorrido em janeiro de 1905, quando uma manifestação pacífica diante do palácio de Nicolau II, resultou em cerca de uma centena de mortos pela guarda czarista.
Revolta do encouraçado Potemkin- ocorrida meses depois na cidade portuária de Odessa, onde os tripulantes do encouraçado Potemkin rebelaram-se contra seus comandantes, em razão, entre outros fatores, dos maus-tratos e a péssima alimentação recebida. Essa revolta dos marinheiros, que recebeu apoio da população, mostrou que setores militares também estavam insatisfeitos com a ordem social vigente.

Reforma Liberais

Diante do crescente clima de revolta, o czar Nicolau II acenou com o fim do regime absolutista e a melhoria das condições de vida dos trabalhadores. Prometeu realizar importantes reformas políticas, com a convocação de eleições ferais para a Duma, que se encarregaria de elaborar uma Constituição para o país.
Alguns grupos políticos ficaram satisfeitos com essas promessas. Com as reformas políticas prometidas pelo  czar, esses grupos acreditavam que as rebeliões cessariam e a Duma seria dominada por industriais e proprietários de terras russos, o que lhes daria certa tranquilidade social.
A revolta de 1905 acabou sendo controlada,  e os bolchevique, como resultado ficaram isolados .
Recuperando forças, o czar abandonou as promessas liberais que havia feito. O fortalecimento do czarismo deu-se principalmente a partir de 1905, com empréstimos obtidos no exterior. Os lideres da oposição foram perseguidos e exilados, e a Duma perdeu seus poderes efetivos.


A Rússia na Primeira Guerra
Passado alguns anos as promessas do czar não foram cumpridas. Rebeliões e greves começaram a explodir em diferentes regiões do Império Russo.
A situação agravou - se a partir de agosto de 1914, quando czar decidiu apoiar a Sérvia, envolvendo a Rússia na Primeira Guerra Mundial.
O governo Russo mobilizou cerca de 3 Milhões de soldados nesse conflito. As forças do Império não estavam preparadas para enfrentar um guerra por muito tempo em função da guerra, grande parte dos meios de transporte foi destruída e a produção agrícola ficou arrasada. Os preços dos alimentos subiram de forma estrondosa  e a maioria da população começou a passar fome.
Mas de 3 milhões de soldados já haviam morrido, outros 2 milhões, feridos, tiveram que deixar a guerra, o exército Russo desorganizava-se cada vez mais. Essa situação levou a opinião pública Russa a se mobilizar por meio de protestos e passeatas. Ela acredita que a culpa pelos problemas sociais Russos ao czar e seu governo, principalmente. Expressava em pichações e panfletos em frases como: “Abaixo czar- Fome”. Greves de trabalhadores pararam a cidade de Petrogrado e Moscou , recebendo o apoio de uma parcela do exercito, que se recusava a cumprir as ordens do governo de reprimir os grevistas.
Ilustrativo desse momento critico vivido pelo povo Russo é o relatório 1917. Leia um trecho desse documento histórico:

            
         As mães de famílias, esgotadas por permanecerem horas intermináveis nas portas das lojas, acabrunhadas com a visão dos filhos esfaimados e doentes, talvez estejam agora estejam muito mais perto da revolução... A fome delas, o desespero delas são reservas de matéria inflamável que não precisam mais que uma centelha para deflagrar o incêndio. 

Processo Revolucionário do fim do Czarismo à supremacia Bolchevique 



Como a Russia estava em uma situação critica um  conjunto de forças políticas de oposição tomou o poder , tirando o Czar Nicolau II , e assim se deu o inicio da revolução Russa e o Socialismo na Russia .

Alguns estudiosos dividem o Processo Revolucionário em 3 partes :

Revolução Branca : Conhecida como Revolução Liberal Burhuesa , em que o governo era controlado pelos ´´Brancos´´ Função dada aos Mencheviques e Liberais aristocracia .
Revolução Vermelha : A famosa Revolução Comunista em que o poder foi tomado pelos ´´Vermelhos´´ função dada aos Bolcheviques .
Guerra civil  : Em que os brancos tentaram derrubar os Vermelhos do poder 


Revolução liberal Burguesa 

Com  a deposição do czar , foi colocado um governo provisório , que era formado com a maioria por políticos liberais e comandado pelo Príncipe Lvov . Alexandre Kerenshy ocupou o cargo de mistro da Guerra e tornou-se o principal líder do governo.

Algumas medidas exigidas pela oposição política foram tomadas , como por exemplo :

-A redução da jornada de trabalho de doze para oito horas 

- Anistia ais presos políticos e permissão para que os exilados voltassem ao país .


Tudo isso não aconteceu mais respostas foram dadas aos problemas sociais que torturavam os operários e os camponeses , e mantiveram a participação na Primeira guerra mundial.

Revolução Comunista 

Com uma quantidade enorme de militantes e com o apoio de uma parte das forças armadas , os bolcheviques tomaram o poder do governo provisório , o líder do governo governo , Kerensky consegui fugir , e outros membros do governo foram presos .
Os sovietes da Russia se juntaram e num congresso deram o poder governamental ao chamado Conselho dos comissários do povo que tomou medidas como :

- Pedido de paz imediata -  Saída da Russia da Primeira Guerra Mundial , e a confirmação de paz com a Alemanha com o tratado de Brest-litovsk.

- Confisco de propriedade privada - 150 milhões de hectares , foram confiscadas dos nobres e da igreja Ortodoxa , sem indenizações e distribuídas entre camponeses .

-Estatização da economia - o novo governo começou a intervir na economia do país , nacionalizando empresas , como brancos e Fábricas .

Guerra Civil 

Foi um conflito de armamento entre opositores do governo de Bolchevique , os czaristas com a ajuda econômica e militar dos países da Inglaterra, França e Japão.


O governo bolchevique mantéu -se no poder  por causa da resistencia militar do exercito vermelho  

UNIÃO SOVIÉTICAA CONSTRUÇÃO DE UMA GRANDE POTENCIA



  Terminada  a guerra civil, a economia e a sociedade russas estavam arrasadas.
devido a queda na produção agrícola e industrial , a população sofria com a falta de alimentos, além disso , havia desanimo entre soldados e operários dantes e tantas dificuldades , o que aumentava o risco de novas rebeliões internas.
  O grande desafio do governo eram vencer a fome e estimular o crescimento da economia. o governo soviético decidiu abandonar o chamado comunismo na guerra de (1918-1921) que havia mantido a economia do pais sob o controle governamental.
  
ADOÇÃO DA NEP

 Assim adotou-se , em março de 1921, a nova política econômica

(NEP) programa de medidas com o objetivo de reconstruir a nação. alguns aspectos da NEP representaram  de certo modo, um retorno a praticas capitalista. ex:                                                                                                                                                                                   - a liberdade de  comercio interno e de salários.
 - a criação de empresas privadas .
 - e o empréstimo de capitais estrangeiros.

 Cabia ao estado a supervisão geral da economia e o controle de setores vitais, como o comercio exterior , sistema bancário e  indústrias de base.


REGIME DE PARTIDO ÚNICO


  No plano político, o governo soviético reagiu duramente as oposições interna e externa. quem discordasse do partido soviético era considerado inimigo da revolução e traidor da pátria. 

 o partido comunista tornou-se unido partido autorizado no pais, em abril de 1922, o comunista Josef Stalin (1879-1953) foi nomeado secretario geral do partido comunista.
ele lidaria o mais duro combate às oposições políticas , incluindo as eventuais vozes discordantes que se expressam dentro do próprio partido.

 Fundação da união soviética

 Em dezembro de 1922, foi fundada a União das republicas socialistas soviéticas (URSS) .

A união soviética era formada pelas republicas da Rússia, Ucrânia, Rússia branca e transcaucásia. e foram incorporadas pelas republicas do Turcomenistão , Usbequistão , em 1924, e do tadjiquistão em 1929.
  A união soviética era controlada  por membros das divisões republicas., dirigido por um presidente com a função de chefe de estado.  entre as principais obrigações do governo estavam o controle da economia , a defesa militar da união e a definição da política internacional. 

   Confronto:Trotsky x Stalin                


     Lenin,considerado o fundador do Estado socialista soviético,tinha se afastado do governo desde 1922,devido a problemas de saúde,e veio a falecer em 1924.Explodiram,então,as divergências politicas internas no partido Comunista da União Soviética(PCURSS) ,principalmente aquelas envolvendo Trotsky,Stalin e a luta pelo poder. 

.Revolução permanente - defendida por Trotsky,era a tese segundo a qual o socialista deveria ser construído simultaneamente em escala internacional,como parte da revolução de uma classe(proletária,e não de um só país.
.Socialismo em um só país - defendida por Stalin,era a tese segundo a qual a revolução socialista deveria ser  consolidada primeiro na União Soviética para depois avançar para outros lugares.
     Stalin saiu vitorioso na luta pelo poder,pois controlava os órgãos de decisão (a burocracia) e fez aprovar sua tese no XIV congresso do Partido Comunista. 
        Com Stalin como secretário-geral,o Partido Comunista da União Soviética passou a dominar a sociedade soviética: as ordens do partido tornaram-se inquestionáveis e todos deviam se submeter a elas.
                                Governo de Stalin. 


     A partir de dezembro de 1929 , Stalin conseguiu  concentrar todo o poder em suas mãos:era o começo da ditadura stalinista.
     Em busca de uma rápida industrialização do país ,Stalin levou adiante,em seu governo,a renacionalização da economia.

desenvolveu a industria pesada,explorando reservas de carvão,ferro e petróleo,produzindo aço e ampliando a instalação da rede de energia elétrica.
. mecanizou a agricultura e promoveu uma imensa coletivização do campo(extinção forçada da propriedade privada da terra),que atingiu mais de 60% das atividades agropastoris;
. desenvolveu a educação publica por meio do ensino obrigatório e gratuito,ampliando o número de alunos,erradicando o analfabetismo,construindo muitas escolas e universidades.

                            Perseguições stalinistas


     O lado perverso do governo de Stalin foi a implantação de uma das mais sangrentas ditaduras do século XX,que perseguiu duramente as posições políticas.
     No período de 1936 a 1938,ocorreram as chamadas "depurações  stalinistas",cujo objetivo era eliminar supostos inimigos do governo.

Fotos e videos relacionados a Revolução Russa:


Soldados e civis se manifestando durante a Revolução Russa.
O cruzador Aurora, navio que ajudou os bolcheviques a conquistar São Petersburgo 

Palácio Taurude, sede da Duma e posteriormente do Governo Provisório e do Soviete do Petrogrado 

Stálin, Lênin, Mikhail Kalinin (POSDR)


Vídeo relacionado a Revolução Russa:






CRUZADINHA 

                                                         REVOLUÇÃO RUSSA






1-  União soviética- Grande potência 
2- Império Russo- O próprio Império
3- Revolução branca- Conhecida também como Revolução Liberal
4- Domingo Sangrento- episódio que marcara revolta de 1905
5- Revolução Permanente- Defendida por Trotsky
6- Encouraçado- navio de guerra de grande parte, protegido por forte couraça.
7- Processo Revolucionário- Fim do czarismo à  supremacia Bolchevique
8- Revolução Vermelha- conhecida também como Revolução comunista
9-Bolcheviques- termo que significa maioria
10- Regime de Partido Único- O partido comunista tornou-se  o único  autorizado a funcionar no País.
11-Guerra Civil- em que os'' brancos'' derrubar os'' vermelhos" do poder.
12- Estatização da economia - O novo governo passou a intervir na vida econômica do País, nacionalizando diversas empresas, como brancos em fábricas
13- Servidão: abolição jurídica
14- Czarismo- Monarquia absolutista comandada por Czar.

domingo, 10 de abril de 2016

Sociologia

Estado e Governo

Tabela sobre a natureza do Estado para os diversos pensadores



Autoritarismo e Totalitarismo: ameaças à cidadania 

totalitarismo nada mais é do que uma forma de governo no qual o mesmo é comandado rigidamente e com isso não temos a democracia. Esse tipo de governo além de uma forte polícia política de controle social  , tendo visando  a resistência de um partido único e a censura ( qualquer meio de comunicação e propagandas políticos doutrinários) dos que contrariavam.
O autoritarismo nada mais é do que a ditadura militares na América latina na segunda metade do século XX. Nesse tipo de regime quem o governo era feito por militares. Não havia a democracia , a população não era escutada e quem se opusesse era perseguidos, torturados , e até mortos . 


Duas visões sobre a atuação do Estado Capitalista

No  último  século, em países  capitalista democráticos, sobressaíram duas formas de atuações, interventora do estado: 
O Estado de Bem-Estar Social é um modo de organização no qual o Estado se encarrega da promoção social e da economia.
O Estado neoliberal pode ser uma corrente de pensamento e uma ideologia, uma forma de ver e julgar o mundo social ou um movimento intelectual organizador, que realiza reuniões, conferências e congressos.
O Estado apresentou-se como solução maior a crise pela qual o sistema capitalista passou na década de 1930. Segundo o filosofo e sociólogo Jürgen Habermas, essas as outras crises que sucederam representavam uma ameaça muito direta a integração social.A especulação financeira gerou uma grave crise que levou milhões de pessoas na Europa e no Estados Unidos ao desemprego.
O Estado de Bem-Estar social ocorreu após a Segunda Guerra Mundial, em determinados países da Europa. O Estado de Bem-Estar Social ganhou ainda mais terreno com a inclusão do conceito de cidadania, propagado após a queda dos regimes totalitários na Europa. Constitui-se, então, como um provedor de serviços à população ''daí ser chamado Estado-Providência" e como uma rede de proteção social contra os excessos do sistema capitalista, sem, opor a ele. 
Nós nos de 1970, diante de outra crise econômica mundial, economistas propuseram que o Estado diminuísse seus gastos e seu papel na condução da economia. Acima de tudo, propunha-se que a economia fosse menos regulamentada de modo que as empresas atuassem com mais liberdade. Com isso, industriais e financeiros tiveram condições de se expandir e aumentar seus lucros. Ao mesmo tempo, milhares de pessoas viram-se desempregadas  devidos às inovações tecnológicas e à flexibilização do trabalho e com pouco amparo social.
As críticas ao Estado neoliberal intensificam-se a partir de 2008. Para muitos estudiosos, a desregulamentação financeira  promovidas nas últimas décadas foi a principal causa dessa crise. Os defensores do Estado mínimo propõem que se reduzam ainda mais os gatos públicos para que a economia volte a crescer.

Analise sobre o Brasil atual e a importância de uma reforma política

A atual situação do Brasil vem causando muita preocupação a toda parcela da população que depende do seu próprio trabalho para garantir seu sustento. Sejam empregados ou empresários, estão todos preocupados com os rumos que nossa política e economia vem tomando nos últimos tempos. Essa preocupação vem fazendo com que empresários adiem investimentos e novos empreendedores aguardem momentos menos incertos para iniciarem seus projetos.
A atual Presidente do Brasil Dilma Rouseff está correndo risco de
impeachment por ser denunciada na operação Lava Jato.
Na guerra do impeachment, Governo e Oposição concentram esforços em um grupo de deputados indecisos estimado em menos de 100 parlamentares.

Comparação do quadro político atual do Brasil com o de 1964

Há muitas interpretações a respeito do quadro político atual, algumas aproximando a situação atual à de de março de 1964 (ano do golpe militar). No dia 13 de março de 1964 o então presidente do Brasil João Goulart fez um  comício no Rio de Janeiro para pedir apoio popular e apresentar reformas de base (agrária, bancária, fiscal, urbana, administrativa.)
A estratégia não deu certo, menos de um mês depois um os militares deram um golpe e assumiram o poder por 21 anos
Exatamente 52 anos depois, milhares de brasileiros saem ás ruas para pedir a saída da presidente. Em meio a crise política e com a ameaça real do Impeachment, defensores do governo compararam o período atual de 1964.
João Goulart entrou no governo após renuncia de Jânio Quadros  em 1961. Nos três anos de Governo não conseguiu apoio parlamentar no Congresso nacional, como saída buscava o apoio popular. Ao mesmo tempo ele tentara agradar a direita realizando reformas ministeriais, após anuncias as reformas de de base, ele passou a se tornar uma ''ameaça comunista'' e o golpe foi questão de tempo.
O Governo Dilma também é umas crise política. Dilma tem problemas para aprovar projetos de interesse do governo no Congresso, tem índices de popularidade muito baixos e as operações da Polícia Federal tem desmoralizado o seu governo. Como estratégia de governabilidade oferece cargos a partidos tenta buscar a militância de movimentos sociais. Assim como no governo jango, não há base alguma de governabilidade.
A reforma política, por sua importância básica deveria ser a primeira das reformas, porque é na área do governo que se decidem os destinos do país e as condições de vida da população.

João Goulart/Dilma Rouseff



quinta-feira, 7 de abril de 2016

Filosofia

Ética e Moral

1. O que é moral?

A palavra moral vem do latim mos, mor-costumes, e refere-se ao conjunto de normas que orientam o comportamento humano tendo como base os valores próprios de uma comunidade ou cultura.

Como as comunidades humanas são distintas entre si, tanto no espaço, os valores também podem ser distintos de uma comunidade para outra, o que origina códigos morais diferentes.

2. Quais são os fundamentos da moral?

Dar base aos valores próprios. A moral se estabelece a partir do ponto que através de uma ação todos são beneficiados de forma justa.

> O que devo fazer para ser justo?

> Quais os valores devo escolher para guiar minha vida?

> Há uma hierarquia de valores que deve ser seguida?

> Que tipo de ser humano devo ser nas relações comigo mesmo, com meus semelhantes e com a natureza?

> Que tipo de atitudes devo praticar como pessoas e como cidadão?

3. O que é virtude? E o vício?

A palavra virtude deriva do latim virtus-"força ou qualidade essencial"- e significa, no contexto da moral, a qualidade ou ação que dignifica o ser humano. Basicamente, é a prática constante do bem de forma consciente, livre e responsável. Assim, por exemplo, são considerados virtudes a validez, a lealdade, a prudência, a justiça, a coragem, a generosidade.

Já o vício se consiste na prática do mal, correspondendo ao uso da liberdade sem responsabilidade moral. Assim, são considerados vícios a violência, a deslealdade, a insensatez, a injustiça, a covardia, a mesquinhez, etc.

 4. Somos livres para escolher uma ação?

Segundo a via de interpretação da dialética entre liberdade e determinismo o ser humano é determinado e livre ao mesmo tempo.

  Somos livres para escolher, porém somos aprendizes em fazer escolhas, sendo prisioneiro de sua consequência. 

5. Como viver pra ser feliz?

Felicidade é ter uma vida repleta de amor, uma alma pura e bondosa, pois a felicidade não está relacionada à satisfação do corpo, mas principalmente, a alma e só pode ser conseguido através da conduta virtuosa e justa.

Conceitos de Ética e Moral

Ética é um conjunto de conhecimentos extraídos da investigação do comportamento humano ao tentar explicar as regras morais de forma racional, fundamentada, científica e teórica. É uma reflexão sobre a moral.
Moral é o conjunto de regras aplicadas no cotidiano e usadas continuamente por cada cidadão. Essas regras orientam cada indivíduo, norteando as suas ações e os seus julgamentos sobre o que é moral ou imoral, certo ou errado, bom ou mau.
No sentido prático, a finalidade da ética e da moral é muito semelhante. São ambas responsáveis por construir as bases que vão guiar a conduta do homem, determinando o seu caráter, altruísmo e virtudes, e por ensinar a melhor forma de agir e de se comportar em sociedade.

 Segue abaixo vídeo para refletir sobre suas ações perante a sociedade.

 

sábado, 31 de outubro de 2015

Marxismo e suas idéias - Socialismo X capitalismo

Marxismo

O que foi 

No século XIX, vários pensadores tinham grande preocupação em dar respostas aos vários problemas sociais que se desenvolviam no seio da sociedade capitalista. Os socialistas utópicos foram os primeiros a proporem e teorizarem meios que pudessem resolver a expressa diferença percebida entre os membros do proletariado e da classe burguesa.

Em 1848, os pensadores Karl Marx e Friedrich Engels apareceram com um elaborado arcabouço teórico que visava renovar o socialismo. Para tanto, realizaram um complexo exercício de reflexão sobre as relações humanas e as instituições que regulavam as sociedades. Como resultado, obtiveram uma série de princípios que fundamentaram o marxismo, também conhecido como socialismo científico.

Por meio do chamado materialismo histórico, compreenderam que as sociedades humanas viabilizam suas relações a partir da forma pela qual os bens de produção são distribuídos entre os seus integrantes. Dessa forma, as condições socioeconômicas (infraestrutura) acabavam determinando como a cultura, o regime político, a moral e os costumes (superestrutura) se configurariam.

Um exemplo dessa condição pode ser vista no processo revolucionário francês. Nesse evento histórico, o socialismo científico observa que o desenvolvimento da economia capitalista foi impondo a criação de um novo regime político, leis e costumes que se adequavam a essa nova realidade. Nesse sentido, os arcaicos costumes feudais bem como seus demais representantes acabaram sendo combatidos.

Além disso, o pensamento marxista alega que o materialismo dialético seria uma das molas propulsoras fundamentais que alimentam as transformações históricas. Dessa forma, no momento em que um sistema econômico passa a expor os seus problemas e contradições, os homens passam a refletir e lutar por novas formas de ordenação que possam se adequar às novas demandas.

Por isso, ao avaliar os mais diferenciados contextos históricos, Marx e Engels chegaram à conclusão de que a história das sociedades humanas se dá por meio da luta de classes. Nessa perspectiva, o marxismo aponta que a oposição que se desenvolvia entre nobres e camponeses na Idade Média seria uma variante da mesma relação de conflito que, no mundo contemporâneo, ocorre entre a burguesia e o proletariado.

Pensando estrategicamente as contradições do capitalismo, Marx e Engels defendiam que a superação definitiva de tal sistema seria alcançada por uma sociedade sem classes. Contudo, para que isso fosse possível, os trabalhadores deveriam conduzir um processo revolucionário incumbido da missão de colocar a si mesmos frente ao Estado, com a instalação de uma ditadura do proletariado.

Esse regime ditatorial teria a função de assumir os meios de produção e socializar igualmente as riquezas. Dessa forma, seriam dados os primeiros passos para o alcance de uma sociedade igualitária. Na medida em que essa situação de igualdade fosse aprimorada, o governo proletário cederia lugar para uma sociedade comunista onde o Estado e as propriedades seriam finalmente extintas. 






Principais idéias do marxismo 


Karl Marx utilizou-se da dialética de Hegel e o materialismo de Feuerbach, realizando assim um exercício sobre as relações humanas e as instituições que regulavam as sociedades. As principais idéias dessa Escola foram: 
* Valor: baseia-se no tempo de trabalho, na quantidade e qualidade do trabalho que foi requerido na sua elaboração. 

* Trabalho: o homem é um ser ativo e produtivo. O trabalho é uma mercadoria especial para o capitalismo, que ao invés de se desvalorizar, gera riqueza. 

* Mais-valia: é a diferença entre o que o trabalho do trabalhador gera em valor e o salário que o capitalista paga por ele.

* Luta de classes : as desigualdades provocadas pelas relações de produção que se divide em proprietários e os proletariados. 

* Anarquia da produção: sem organização centralizada que aponte para onde deve caminhar a produção dentro da sociedade, gerando com isso crises periódicas.

Crise do capitalismo : Marx previu que seriam estruturais e ciclistas também periódicas e uma crise final que seria o acumulo destas crises e o fim deste modo de produção

Fim do capitalismo : Os operários eram a maioria e seus direitos deviam prevalecer . Saíssem as ruas para iniciar uma sociedade equilibrada visando o fim da sociedade privada dos meios de produção e o desenvolvimento  pleno do homem . 








Principais diferenças entre o capitalismo e o 

socialismo




O capitalismo e o socialismo correspondem a dois tipos distintos de sistemas político-econômicos. Antes do declínio da União Soviética existia o mundo bipolar, no qual havia duas potências mundiais, uma representava a ideologia do socialismo (União Soviética) e a outra, o capitalismo (Estados Unidos), ambas apoiadas por outros países que se identificavam com os respectivos sistemas.

O socialismo tem como base a socialização dos meios de produção, o bem comum a todos e a extinção da sociedade dividida em classes. Já o capitalismo tem como objetivo principal a acumulação de capital através do lucro. Diante das genéricas definições sobre os sistemas apresentados, confira a seguir as principais distinções entre o capitalismo e o socialismo.


Capitalismo: liberdade econômica (livre concorrência) com pouca intervenção do governo na economia.

Socialismo: falta de liberdade econômica com grande 

intervenção do governo na economia.

 Capitalismo: salários dos trabalhadores definidos pelo 

mercado. 

 Socialismo: salários controlados e definidos pelo governo.

 Capitalismo: preços dos produtos são definidos pela lei da 

oferta e procura.
 Socialismo: preços controlados pelo governo.

 Capitalismo: investimentos nos setores da economia 

feitos pelo Estado e também pela iniciativa privada.
]
 Socialismo: investimentos feitos apenas pelo Estado.

 Capitalismo: existência de desigualdades sociais, 

principalmente nos países em desenvolvimento.
 Socialismo: baixa desigualdade social.

 Capitalismo: existência de classes sociais, definidas, 

principalmente, pela condição econômica das pessoas.

 Socialismo: inexistência de classes sociais.

 Capitalismo: meios de produção (fábricas, fazendas) e 

bancos nas mãos de particulares (propriedade privada).
 Socialismo: fábricas, fazendas, bancos controlados pelo 

governo.

 Capitalismo: valorização e existência do lucro nos 

negócios, que ficam para o(s) proprietário(s).
 Socialismo: a renda derivada da produção é socializada 

entre os trabalhadores.

 Capitalismo: existência de pobreza e miséria em grande 

parte dos países.
 Socialismo: o governo garante o necessário (educação, 

saúde, alimentação) para a sobrevivência das 

famílias. Baixíssimo índice de pobreza.

  Capitalismo: sistemas de educação e saúde público e 

privado.

 Socialismo: sistema de educação e saúde público.


Comentário pessoal:

Tatiana: O Socialismo procurava uma economia voltada para o bem de todo , diferente do capitalismo que gera desigualdades sociais por causa da má distribuição de renda. Hoje existem alguns programas inspirados no socialismo
China: alguns qualificam o país como tendo um sistema político socialista por se manter fiel a alguns principios socialistas,como a propriedade pública,a participação dos trabalhadores nas empresas.




Referencias 


http://www.brasilescola.com/
http://www.suapesquisa.com.br





Criado por : Eduardo Malheiros

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

A luta dos negros no Brasil e suas conquistas



No Brasil colonial os negros reagiram à escravidão:
 • Evitando filhos
   • Suicidando-se

   • Matando feitores
   • Fugindo pelos quilombos

Os castigos

A liberdade é própria do ser humano. Durante a historia da humanidade só foi possível manter a escravidão através de muita violência praticada contra os escravos. No Brasil, também foi assim.
Apesar de trabalharem de 14 a 16 horas diárias e de realizarem todas as tarefas necessárias à existência e ao funcionamento do engenho, os escravos eram castigados por qualquer falta cometida.
A cada falta correspondia um tipo de castigo. Por exemplo: o escravo que desobedecia ao feitor era punido com um chicote de couro cru chamado bacalhau.
Aquele que fugia era marcado na testa com um F(fujão), escrito com ferro em brasa. Quando o escravo marcado fugia pela segunda vez, cortavam-lhe uma orelha.

O começo

O comercio começou a ser feito pelos portugueses a partir de 1441. Conforme esse negocio foi crescendo, essa tarefa passou a ser feita pelos azenegues, homens de diversas cores e origens.
Os negros capturados seguiam a pé, amarrados uns aos outros, até as feitorias que os comerciantes portugueses erguiam no litoral africano.
Uma grande parte deles foi trazida para o Brasil, o país que mais recebeu escravos da América.

A abolição da Escravatura

Dois conceitos históricos são entendidos por abolição da escravatura: o conjunto de manobras sociais e políticas empreendidas entre o período de 1870 à 1888 em prol da libertação dos escravos, e a própria promulgação da lei Áurea, assinada pela princesa Isabel em 13 de maio de 1888 promovendo a abolição do regime escravista.
Mas na verdade foi um movimento social e político ocorrido em 1870 e 1888 que defendia o fim da escravidão no Brasil. Terminada com a promulgação da lei Áurea, que extingue o regime escravista originário da colonização.

Movimento Abolicionista 

O movimento abolicionista, especialmente a partir de 1870, formado por pessoas das cidades que não tinham muita necessidade de escravos e estavam antenadas com as idéias e noticias de fatos que chegavam da Europa e dos Estados Unidos.
Portanto o trabalho escravo só foi abolido no Brasil porque os interesses econômicos eram outros: necessitava-se de novos mercados consumidores e com a proibição do trafico negreiro pelos mares também contribuiu para que a escassez e o enriquecimento da mão-de-obra escrava que tornava inviável sua utilização.

A abolição da Escravidão no Brasil

Até os meados do século XIX, a maioria dos trabalhadores brasileiros, eram formados de escravos africanos e afro-descendentes.
A partir de 1850, com a proibição do trafico negreiro e a entrada de imigrantes, o numero de cativos foi diminuindo até que a escravidão passou a ser proibida, em 1888.
O trabalho dos escravos, estava sendo substituído pelo trabalho livre nas fazendas do interior paulista.
Havia muitos fazendeiros que não queriam que a escravidão acabasse, e eles impediam qualquer grande investida abolicionista.
Em 1870 se desenvolve no país o chamado movimento abolicionista, formado por pessoas das cidades que não tinham muita necessidade de escravos e estavam “ligados” às idéias e noticias de fatos que chegavam da Europa e dos EUA.
Depois de 1850, o escravo passou a ser uma mercadoria bastante cara e preciosa. O senhor teve que adotar, em relação ao escravo uma postura diferente. Em conseqüência disso, surgem as primeiras leis protetoras em relação ao escravo.

O fim da escravidão

O fim da escravatura, porém não melhorou a condição social e econômica dos ex-escravos. Sem a formação escolar nem profissão definida, para a maioria deles, a simples emancipação Júndica não muda sua condição muito menos ajuda a promover sua cidadania ou ascensão social.
No dia 13 de maio de 1888, sem suportar tanta pressão, o Brasil declara “fim à escravidão”. Quem assina a lei Áurea é a princesa Isabel, já que D. Pedro II estava fora do Brasil. Agora o fim do império estava muito próximo. A escravidão, que sustentava o reinado, ia acabar sendo a principal responsável pelo seu fim.
A lei Áurea não é mais comemorada com a mesma alegria de antigamente, nem mesmo pelos negros, principais beneficiados. Participantes do movimento negro no Brasil, consideram que foi apenas uma conquista na área jurídica, pois obrigou o fim da escravidão, mas não houve conquista social, os negros permaneceram marginalizados na sociedade e até hoje lutam contra esse preconceito.
Estatísticas comprobatórias
- Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) precisaremos de pelo menos vinte anos de políticas voltadas para ações afirmativas para colocar brancos e negros em níveis mínimos de igualdade.
- A cada três assassinatos no Brasil, dois são de jovens negros de 15 à 24 anos de idade, sendo que a discriminação e o preconceito étnico-racial são fortes componentes desta realidade (dados do Mapa da Violência 2013/Centro Brasileiro de Estudos Latino Americano).
- A população negra representa dois terços da população economicamente ativa no país, porém o mercado de trabalho permanece marcado pela desigualdade étnico-racial. Os negros continuam relegados aos serviços de base, com salários menores. Na média nacional, 60% dos desempregados são negros ( pesquisa realizada pelo DIEESE/SEADE )
A luta continua
Hoje, o movimento negro luta pelo cumprimento do plano de ação assumido na Conferência da ONU (2001) contra o Racismo, a Discriminação Racial, e Xenofobia e a Intolerância Correlata, como também pelas propostas das Conferências Nacionais de Promoção de Igualdade Racial, organizadas em 2005 e 2009 pelo governo brasileiro.
A História da África e dos povos africanos
O continente africano é um território banhado pelo Oceano Atlântico, pelo Mar Mediterrâneo e pelo Oceano Índico, onde provavelmente surgiram os primeiros seres humanos. Os mais antigos fósseis de hominídeos foram encontrados na África e têm cerca de cinco milhões de anos. Esse tipo de hominídeo, que habitava o sul e o leste da África, há cerca de 1,5 milhão de anos evoluiu para formas mais avançadas: o Homo habilise o Homo erectus. O primeiro homem africano, o Homo sapiens, data de mais de 200.000 anos.

O Egito foi provavelmente o primeiro estado a constituir-se na África, há cerca de 5000 anos, mas muitos outros reinos ou cidades-estado foram sucedendo-se neste continente, ao longo dos séculos. Além disso, a África foi, desde a antiguidade, procurada por povos de outros continentes, que buscavam as suas riquezas como sal e ouro. A atual divisão territorial da África, no entanto, é muito recente – de meados do século XX – e resultou da descolonização européia.

No fim da década de 70, quase toda a África havia se tornado independente. Os jovens Estados africanos enfrentam vários problemas básicos, como o desenvolvimento econômico, o neocolonialismo e a incapacidade de se fazerem ouvir nos assuntos internacionais. A maioria dos Estados africanos é considerada parte do Terceiro Mundo.